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“Outros Jeitos de Usar a Boca” e “O que o Sol faz com as Flores”

“Outros Jeitos de Usar a Boca” e “O que o Sol faz com as Flores”

A indicação de leitura desse mês, são na verdade, duas, e vão para quem ama poesia ou para quem, como eu, gosta de “se aventurar” por diferentes gêneros.

“Outros Jeitos de Usar a Boca” e “O que o Sol faz com as Flores”, da indo-canadense Rupi Kaur, ambos lançados no Brasil pela Editora Planeta.

Rupi nasceu na Índia , mas vive desde criança no Canadá. Quando criança, tinha dificuldade em se comunicar em inglês, então desenhava – outro de seus talentos.
Seus textos ficaram conhecidos na internet e só depois, foram compilados e lançados em livros físicos, ilustrados pela própria autora. E o sucesso da internet, rapidamente se repetiu nos livros físicos. Suas obras já foram traduzidas para vários idiomas.

Eu, por exemplo, conheci a potência dos textos de Rupi Kaur pela internet.
Desde o inicio da Pandemia COVID-19, o inspirador Antônio Fagundes, lê poemas em sua conta no Instagram, sempre aos domingos e foi através de uma dessas leituras que conheci Rupi. Seus textos são carregados de uma particularidade.

A autora não utiliza parágrafos, nem palavras em caixa alta, mesmo nos inícios de frases. No início a diagramação pode causar certo estranhamento aos leitores habituados a linearidade das narrativas “mais comuns”, mas rapidamente, o conteúdo se sobrepõe à forma, e a diagramação fica em segundo plano ou passa a fazer sentido. Os livros são ilustrados pela própria escritora com traços finos, pretos e brancos.


Em “Outros Jeitos de Usar a Boca”, o tema central são relacionamentos, inclusive o relacionamento consigo próprio.
Quando li o exemplar do acervo da Biblioteca Pública, lembrei de alguns amigos/amigas e fotografei alguns desses textos para encaminhar a eles ou publicar nos stories. Aliás, alguns desses texto parecem ter sido escritos com esse fim.
Em “O que o Sol Faz com as Flores”, Rupi passeia por questões mais “densas” como pertencimento, de si próprio, da terra, sobre ser (i)migrante na própria pele, sobre feminino e sororidade, sobre respeitar e respeitar-se.


Confesso que poesia não é minha zona de conforto, às vezes me pego pensando se estou compreendendo “o que o autor quis dizer”. Depois lembro que interpretação vai além disso e passa, sobretudo, pelo repertório de cada leitor e me desobrigo de saber se o que entendi é correto e penso que a obra simplesmente deve funcionar ou não para mim, naquele momento.

E ambas as obras de Rupi Kaur “funcionaram para mim”.
Espero que você, sendo ou não leitor habitual de poesias, também dê uma chance aos seus livros…e corra o risco de se surpreender!

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