Museu Nacional de Joinville realiza 3º edição de festival cultural

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O Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville/SC, promove no dia 4 de julho das 14h às 17h, a 3ª edição do “Festival do MNIC”, que acontecerá em formato online, pelo canal do YouTube da Prefeitura Municipal de Joinville. O tema escolhido para esta edição foi “Unidos Venceremos”, e a data coincide com a celebração dos 64 anos da instituição. O evento conta com apresentações das mais diversas culturas e linguagens artísticas e durante a mostra, serão exibidos depoimentos de (i)migrantes.

O público poderá conferir manifestações culturais diversas, desde as que estão  presentes há mais tempo em nossa região, como a indígena, afro-brasileira e europeia, passando pela cultura oriental, até chegar aos dias atuais, com presença de grupos culturais da américa latina, como os venezuelanos, da américa do norte, como os haitianos, e ainda da África, como os senegaleses. A organização do Festival, desde a escolha do tema, até a programação é realizada em parceria com os grupos e associações.

De acordo com a gerente de patrimônio e museus da Secretaria de Cultura e Turismo (Joinville), Roberta Meyer, “A equipe do MNIC optou desde o primeiro momento em fazer uma gestão horizontalizada e as decisões são tomadas em conjunto, respeitando as opiniões e apontamentos de todos. O resultado que se verá no palco, contemplando a diversidade presente em nosso município, é construído a muitas e diferentes mãos. Essa inclusive é a metáfora que permeia todo o nosso trabalho, a união”, explica.

A Aliança Cultural Brasil Japão de Joinville, presente desde 1993 na cidade, é um dos grupos que compõem a 3ª edição do festival, segundo o presidente da associação nipônica, Mario Sato, é extremamente importante essa congregação, confraternização e divulgação dos imigrantes e pessoas de diferentes grupos ou países que aportaram na cidade, proposta pelo museu. “Todos que estão aqui contribuem com cultura, arte, gastronomia, dança, entre outras manifestações. Nós, da etnia japonesa, achamos muito significativa essa integração, porque estamos todos no mesmo barco que é Joinville”, afirma.

A posição é compartilhada com o diretor musical da “Casa da Vó Joaquina”, Carlos Henrique Peixoto Mello. A entidade sociocultural, que atua em Joinville desde 1994, está presente desde o primeiro festival e subirá ao palco novamente neste ano. “A nossa comunidade promove e divulga a cultura afro-brasileira. Estamos juntos com a equipe do museu desde o início. Levamos sempre os integrantes da comunidade para conhecer tanto o museu quanto os outros grupos étnicos que fazem parte do Festival. Essa interação é muito importante”, ressalta o agente cultural.

A programação completa do evento, com os horários e atrações, ainda está sendo finalizada, mas a Aliança Cultural Brasil Japão adiantou que fará apresentações de Taiko, tambores japoneses, e ainda de cultivo de bonsais. Já a “Casa da Vó Joaquina” subirá ao palco com o grupo de dança e música afro Afoxe Omilodé.  

Todo o evento foi pensado para evitar aglomerações e respeitar todas as medidas sanitárias de enfrentamento ao COVID 19.

Sobre o Festival

Realizado desde 2018, o Festival é uma das formas que a equipe do museu encontrou para se conectar com a comunidade, isso porque o espaço estava fechado ao público por problemas estruturais. A proposta do evento é de integrar os diferentes (i)migrantes que compõem a cidade, considerando também os fluxos migratórios contemporâneos. “A proposta do museu é reconhecer esse fluxo migratório como constante e permanente, e desde 2015 há essa aproximação com os diferentes grupos da cidade, mas foi-se adiante, em 2018, passamos a mapear grupos, coletivos e associações que representam os imigrantes. Para além disso, foi feita uma busca ativa em órgãos da prefeitura como CRAS, escolas e CEIS, e ainda nos arredores do museu, no centro de Joinville, por pessoas e comunidades que habitam e formam nossa cidade nos dias de hoje”, explicam as educadoras do MNIC, Elaine Cristina Machado e Alcione Resin Ristau.

Sobre o Museu

O MNIC é uma instituição museológica criada pela Lei 3.188 em 1957, responsável por “recolher artefatos culturais, documentações e publicações relacionadas ao processo histórico da imigração no Sul do País, produzir estudos sociológicos, históricos, etnográficos e etnológicos e elaborar exposições e divulgação.

A instituição é um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade e abriga um casarão datado do século  19, de 1870. Este  imponente casarão está intimamente ligado à história da cidade, pois foi construído para ser  moradia do administrador dos bens do Príncipe de Joinville, servindo temporariamente também como a sede administrativa da colônia Dona Francisca, tombado como patrimônio histórico pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual IPHAN), em 1939. Atualmente o MNIC encontra-se em processo de restauração e com acesso ao público suspenso, mas outras atividades do museu seguem funcionando.

Quando? 04 de julho. Horário? 14h às 17h.
Quanto? Gratuito.
Onde? Canal do Youtube Prefeitura Municipal de Joinville.

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