Joinvilense de 83 anos aproveita a quarentena costurando máscaras de proteção caseira

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Tempos difíceis podem ser sinônimos de amor, dedicação e empatia. É isso que a dona de casa Sélia Sasse Neitsch, de 83 anos vem fazendo no momento de quarentena. Mesmo fazendo parte do grupo de risco, e em meio à pandemia de Coronavirus, decidiu arregaçar as mangas e ajudar a quem mais precisa.
Costureira desde a juventude, sempre se preocupou em ajudar os mais necessitados, mesmo antes da pandemia, já realizava ações voluntárias, doações e contribui com campanhas de diversas associações joinvilenses.

Num momento em que a vida de muitos pode depender do uso de EPI’s, os equipamentos de proteção individual, a corajosa senhora deixou de realizar suas costuras e pequenos consertos de roupas, e passou a dedicar-se a fabricação de máscaras caseiras, produzidas em material TNT (Tecido não tecido).

Inicialmente a obra surgiu para colaborar com a proteção dos funcionários da empresa de seu filho, depois, para atender a demanda da família, que acabou se envolvendo no processo de forma voluntária. Enquanto uma de suas filhas corta o tecido, uma das netas corta o elástico que é costurado nas máscaras, e dona Sélia fica responsável pela montagem e costura das peças, transferindo as que estão prontas para a outra neta, quem corta as sobras de fios. Por fim, ainda tem a embalagem, auxílio que vem da outra filha e também de sua nora.

Elizabeth Ribeiro (Filha)

Questionada sobre o motivo de estar trabalhando em um momento tão crítico, onde muitos idosos estão apreensivos em suas casas, diz que; “É preciso ajudar a nossa comunidade, que está precisando muito do produto para se proteger, já que ninguém pode andar sem, então estou ajudando a produzir.”

Sélia é aposentada, porém recebe apenas um salário mínimo, mas mesmo assim, divide sua produção de máscaras entre doações e venda. Decidiu vender à preços acessíveis, R$3,00 a unidade e R$10,00 o pacote com quatro unidades. Para adquirir é preciso entrar em contato através do número (47) 99695-3165, com Celiane.

A senhora que resolveu se cuidar, mas não se entregar aos tempos de mudanças e incertezas, ainda deixa uma mensagem para os idosos que assim como ela, fazem parte do grupo de risco.

“É preciso se cuidar, ficar em casa, usar máscara e álcool gel, além de aproveitar o tempo jogando canastra.”

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