“Sonetos: Schwanke” até 25 de fevereiro na Galeria Victor Kursancew

Foto: Daniel Machado

Museu de Arte Contemporânea Luiz Henrique Schwanke (MAC Schwanke) e a Galeria Municipal de Arte Victor Kursancew ampliaram o prazo de visitação da exposição “Schwanke: Sonetos” até o dia 25 de fevereiro de 2022.  Aprovado pelo Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), o projeto é fruto de um programa de curadoria educativa, o Schwanke Destaque que prevê, além da mostra, a publicação de um catálogo sobre as três edições realizadas e de um curso voltado aos professores.

Schwanke: Destaque é uma ação do MAC Schwanke criada em 2018 que valoriza o acervo e possibilita o seu acesso de forma contínua. A cada edição anual, um pesquisador, curador ou crítico de arte é convidado para entrar na reserva técnica e propor um recorte de trabalhos à luz de um novo olhar e conceito com o propósito de destacar algo singular capaz de provocar uma discussão em relação à poética do artista, à história da arte ou ao contexto contemporâneo. A curadoria educativa do MAC Schwanke está sob a responsabilidade das professoras Alena Marmo, Leticia Mognol e Nadja de Carvalho Lamas. 


Artes visuais & literatura

Composta de 104 trabalhos, a exposição “Schwanke: Sonetos” enfoca a obra de Schwanke sob a perspectiva da interação das artes visuais com a literatura, mais especificamente a poesia. A intenção é destacar a forma como o artista se apropria de uma estrutura literária clássica dando-lhe uma configuração visual contemporânea. O uso reiterado desta composição poética – composta de 14 linhas apresentadas como um soneto petrarquiano, com dois quartetos e dois tercetos. O último verso concentra a ideia principal do poema. Schwanke renuncia as palavras ou letras. Ele adota um registro conceitual/visual que se desdobra em inúmeras possibilidades. A curadoria de Maria Amélia Bulhões evidencia os processos criativos do artista incorporados em meados dos anos 1980 que exploram diferentes meios gráficos (decalques ou páginas impressas de revistas) e pintura, para criar séries interconectadas, uma prática comprovatória de sua ousadia criativa. Sem desprezar procedimentos pouco valorizados, Schwanke reitera a pintura como meio de expressão.  “A ideia é apresentar um conjunto que articula seis anos de trabalho em uma coerência temática e conceitual, explorar a ligação de Schwanke com diferentes movimentos artísticos como arte e linguagem, arte povera e poesia visual, etc.”, diz Maria Amélia Bulhões.

Schwanke Sonetos. Foto: Irineu Garcia

Sobre o artista

Nasce em Joinville, em 1951, desde a tenra infância demonstra pendor artístico. Formado em comunicação social, vive 15 anos em Curitiba (PR), onde amplia conhecimentos e práticas em torno das artes visuais em favor de um pensamento inquieto e quase obsessivo sobre questões do claro-escuro. Dono de uma produção impactante que não se sujeita a uma única rotulação, conduz a carreira com profissionalismo, potencializa o saber jornalístico em seu próprio proveito, faz viagens internacionais de estudos, lê teóricos fundamentais. A partir de meados de 1980, quando volta a morar com a mãe Maria Francisca, em Joinville, dilui as fronteiras entre centro e periferia, demonstra que em movimento é possível estabelecer articulações potentes e obter reconhecimento nacional. Seu nome está inscrito na história da arte brasileira.

Luiz Henrique Schwanke

Sobre a curadora

Doutora pela Universidade de São Paulo (USP), com estágio sênior nas Universidades de Paris I, Sorbonne e Universidade Politécnica de Valencia. Professora e orientadora do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pesquisadora 1A do CNPq e líder de Grupo de Pesquisa registrado. Atual presidente da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) e membro do Conselho da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA). Foi presidente da Associação Nacional de Pesquisa em Artes Plásticas (Anpap), coordenadora do PPG Artes Visuais da UFRGS e diretora do Centro Cultural Brasil Venezuela. O foco de seu trabalho é a arte contemporânea em suas relações sistêmicas, sua pesquisa atual tem ênfase nas articulações desta produção com a internet. Organizou livros e colabora regularmente com artigos em periódicos nacionais e internacionais. “As Novas Regras do Jogo: O Sistema da Arte no Brasil” e “Web Arte e Poéticas do Território” são as últimas publicações. Realizou muitas curadorias, entre as quais “Pro Posições”, no MARGS, 2017; “Web Arte”, na Bienal Internacional de Curitiba, 2013; “Mostra Inaugural”, na Fundação Iberê Camargo, 1999 e “Representação Brasileira”, na Bienal de Cuenca, 1998.

FICHA TÉCNICA

Curadoria:Maria Amélia Bulhões
Curadoria educativa:Alena Marmo, Leticia Mognol e Nadja Lamas
Fotografia:Daniel Machado
Design:Fernanda Pozza da Costa
Assessoria de imprensa: Néri Pedroso

Quando? Até 25 de fevereiro 2022. Horário: 10h às 16h.
Quanto? Entrada gratuita.
Onde? Galeria Municipal de Arte Victor Kursancew, R. Dona Francisca, 800, bairro Saguaçu, Joinville
Edital de Chamamento Público nº 001/PMJ/2020, do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), Museu de Arte Contemporânea Luiz Henrique Schwanke (MAC Schwanke) e Casa da Cultura Fausto Rocha Junior.

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