“Redemoinho em dia Quente”

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Eu estava em Curitiba/PR.  Não lembro se tinha ido para algum curso ou se simplesmente estava passeando por lá. Antes da pandemia, não era raro que em dia de folga das contações de histórias, eu pegasse um ônibus na rodoviária de Joinville/SC e fosse até Curitiba, apenas para passar o dia. O fato é que eu estava em Curitiba e, antes de voltar a Joinville, passei em um shopping para um lanche rápido e, é claro, visitar a livraria.

Procurava por “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”, de Conceição Evaristo (logo, logo vou escrever sobre ele também), mas a loja não dispunha de nenhum exemplar do livro. A atendente, muito simpática, quis encomendar o livro pra mim. “Ah, não moro aqui. Não tem problema, era só se você tivesse mesmo. Obrigada!” “Olha, moça! Esse da Conceição eu não tenho, mas você já leu Jarid Arraes? “ “Não!” “Nossa, você tem que conhecer! “Redemoinho em dia Quente”, é incrível!”

Trouxe esse e outro de literatura infantil. Na saída ainda procurei o gerente da loja e elogiei o bom atendimento dela.

Bom, a atendente me convenceu a trazer o livro, e ainda no shopping dei uma espiadinha nele, já encanta pela capa.

O livro, lançado em 2019 pela editora Alfaguara, conta com 30 contos divididos em 128 páginas bem escritas por Jarid, cearense de Juazeiro do Norte, mas conhecida como cordelista. Estreando como contista em “Redemoinho…”, Jarid revela uma escrita sensível e ao mesmo tempo forte, e a orelha do livro é escrita por ninguém menos que Maria Valéria Rezende. Jarid Arraes é certamente um importante nome da literatura brasileira da atualidade: mulher jovem, negra, consciente do seu “lugar no mundo”, em “Redemoinho em Dia Quente”, Jarid diz a que veio.

Voltei para Joinville lendo no ônibus sob a fraca luz da lanterna do próprio ônibus, sem me cansar. Seus textos são fluidos e impactantes.

Por que ler?

“Redemoinho em Dia Quente”, é um livro de contos de autora brasileira, negra, feminista, jovem, com textos que nos levam do riso às lágrimas, porque foi assim, em lágrimas que terminei, por exemplo, a leitura do conto “Cachorro de Quintal”, mesmo sem ter e nem nunca ter tido um cachorro.

A linguagem ora suave ora ácida, em textos curtos, prende a atenção do leitor do início ao fim. 

Recomendo para leitores adultos de sensível e corajoso coração!

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