Ballet das Mãos Semearhis trouxe inclusão para o Festival de Dança com a Língua de Libras

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O 38º Festival de Dança de Joinville recebeu, entre as mais variadas atrações, uma muito especial, que tem a ver com inclusão de pessoas surdas e com a socialização da língua de Libras junto ao público do festival e participantes.

O “Ballet  das Mãos” – Coral de Libras é uma ação da Semearhis, uma startup de impacto social voltada para o relacionamento humano, especializada na inclusão de pessoas com deficiência (PcD), que inclui a conexão entre o mercado empregador e a comunidade de pessoas com deficiência (PcD), por meio de uma plataforma tecnológica inteligente e de forma escalável.

Sobre o Balé
O projeto  “Ballet  das Mãos” está dentro do eixo cultural da startup Semearhis e foi idealizado pela CEO, Letícia Francisco. O grupo nasceu em 2019, para incentivar os jovens a aprenderem a Língua de Libras e, aos poucos, foi dando origem ao Ballet das Mãos, que hoje se apresenta em diversos eventos no Rio Grande do Sul e região..

O grupo é formado pelas integrantes Bibiana Francisco, Nicole Busin e Manuela Guerra, além da coordenadora Lenne Sanderson e do regente Douglas Faggion e  foi criado pensando não só na acessibilidade e na comunicação com o público surdo, mas também para mostrar que todas as pessoas podem aprender a Libras.

As apresentações interpretam o texto de hinos regionais, música popular brasileira e outros repertórios em Libras, além de movimentos que facilitam o entendimento e andamento musical.

Em Joinville, o grupo fez nove apresentações em palcos ao ar livre, e apresentou trecho do hino do Festival de Dança, além de canções de Gonzaguinha e Melim, entre outros.

O Ballet das Mãos é uma ação inclusiva, que liga as comunidades com a cultura surda, pois sendo vista, é lembrada e incluída.
Esse trabalho não é somente para eventos comunitários, mas também para eventos corporativos.

Conhecendo os coordenadores
O grupo é coordenado e regido por dois profissionais da comunidade surda, os quais ensinam a Língua para o trio.
Lenne Sanderson é a coordenadora do Coral e Douglas Faggion, o regente. Helenne é Consultora e Gestora de Qualidade em Acessibilidade. Mestranda em Educação. Graduada em Letras LIBRAS. Educadora e mediadora de inclusão e acessibilidade com foco em PCD surdos. Pessoa surda. Professora Letras LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e Professora de Língua de Sinais Internacional. Tradutora e Intérprete de LIBRAS surda. Douglas é Consultor e Gestor de Qualidade em Acessibilidade. Educador e mediador de inclusão e acessibilidade com foco em PcD. Ator do Grupo Arte de Sinalizar. Pessoa surda. Professor de Letras LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Tradutor e Intérprete de LIBRAS Surdo.

Sobre as integrantes
Cada uma das três integrantes escreveu para o Arte na Cuca, falando sobre sua experiência no projeto. 

A Nicole 
Oi! Meu nome é Nicole Buzin Busetti, tenho 17 anos, sou uma das participantes do coral de LIBRAS da Semearhis, o Ballet das mãos. Acompanhei o nascimento e desenvolvimento do projeto que hoje é o Ballet desde o início quando a Letícia, fundadora e sócia da startup Semearhis, através da escola em que estudo traduziu a música da festa nacional da uva, tradicional festa de nossa cidade Caxias do Sul, para libras com o objetivo que a escola participasse do festival. A partir de então despertou em mim a vontade de aprender mais sobre LIBRAS e dar continuidade ao projeto tão belo e que semeia a inclusão.
Então, foi desenvolvida a ideia de um coral de libras porém com pessoas ouvintes e como fundadora da Semearhis, Letícia pôs prática na ideia, tornando o Ballet das mãos um braço de inclusão de sua startup. E saber que estamos levando inclusão e ensinado, mesmo que minimamente, a língua de sinais brasileira às pessoas, através da arte da dança é extremamente gratificante e engrandecedor.

A Manuela
Meu nome é Manuela Paes Guerra, tenho 14 anos e sou de Caxias do Sul. Eu sempre quis aprender Libras, e agora que eu tenho essa oportunidade quero mostrar a todos o quão importante é, e mostrar a importância de semear a inclusão.

Participar do festival de Joinville está sendo uma experiência extremamente gratificante, pois estar ao lado de tantos bailarinos e levar a inclusão para todos, para mim, representa um ato de amor.

A Bibiana
Sou a Bibiana Francisco, tenho 14 anos, sou ouvinte e uma das integrantes do Ballet das Mãos. Fazer parte do Ballet e ter a oportunidade de estar no Festival de Dança de Joinville esta sendo uma honra para impactar a sociedade mostrando que todos podemos incluir de alguma maneira, e ao mesmo tempo nós ouvintes podemos e devemos aprender LIBRAS de forma divertida, semeando a inclusão através da música e da cultura.

Para saber mais, este o link para o site do Semearhis, você vai se encantar:
https://semearhis.com.br/

Foto: Marcos Fernandes

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