“A Boneca de Rebeca”

Eis que, um dia, ao chegar em casa e abrir minha caixa de correspondência, me deparo com um envelope endereçado a mim, contendo dois lindos presentes: “Mahuru”, escrito por Anete Curte Ferraz e brilhantemente ilustrado por Malu Rodrigues e “A Boneca de Rebeca”, escrito pela paranaense Marlene de Fátima Gonçalves, ilustrado por Verônica Fukuda, nascida em Registro, no interior de São Paulo. Me aterei aqui ao “A Boneca de Rebeca”, editado pela FATUM, em 2021.
A obra ainda cheira a “tinta fresca”, toda escrita em caixa alta, é voltada para o público infantil e trata com delicadeza e afeto a história de Rebeca, uma linda menina que ganhou um irmão, o Zeca e “(…). Como irmão não é brinquedo mamãe lhe deu uma boneca”.

É importante ressaltar que a obra foi muito bem pensada para o público a que se destina e aborda com responsabilidade o tema da representatividade, pois todas as personagens, inclusive a boneca, são negras, sem que esse fato esteja explícito ou implícito no texto verbal e de protagonismo infantil, pois a história toda se passa com crianças e aborda lindamente o universo infantil. O popular, “criança sendo criança”.

Por que ler?
Porque a obra é lindamente escrita toda em caixa alta e rimada o que confere um ritmo gostoso à leitura.
Porque trata com afeto questões de representatividade e protagonismo infantil.
Porque a capa é um encanto! Porque as ilustrações casam perfeitamente com o texto verbal sem ser redundante.
Porque as ilustrações são tão lindas que poderiam ser quadros vendidos separados do livro.
Porque os habituais leitores de literatura infantil encontrarão uma surpresa com a qual se identificarão em uma das ilustrações (eu adorei a referência!).
Porque, mesmo que você não seja mais criança, a obra tocará seu coração.

Espero que você deseje ler a obra ou presentear alguma criança da qual goste muito.
Boa leitura!

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