Entrevista com o músico Fio José

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A Coluna Cultura em Cartaz apresenta neste sábado matéria especial com o músico, compositor, educador musical e administrador José Francisco Irineu, o Fio José, figura conhecida no cenário artístico joinvilense. Natural de Santo André, SP, reside em Joinville desde 2008, onde já participou de diversos projetos musicais. Graduado em Administração de empresas com ênfase em negócios, atualmente cursa Licenciatura em Música, pela Escola Claretiano, de Curitiba.

Você faz parte de quais grupos de músicos atualmente?
Atualmente faço parte das Práticas de Conjunto de Choro e Big Band da Escola de Música Villa Lobos, Casa da Cultura (instrumental) e do Ministério Inigualável, onde pratico o canto.


Há quanto tempo você possui paixão pela música, pelo seu instrumento preferido e/ou técnica musical?
A música sempre foi um paralelo na minha vida desde os 15 anos, mais ou menos. Foi quando fui fazer aulas de cavaquinho pela primeira vez. Daí descobri que gostava de cantar também. Fui músico de igreja aos domingos. Hoje faço parte do ministério Inigualável, comandado pelo cantor Markinhos Travasso, onde participo como Backing vocal. Também participei do Coro de Orquestra da extinta Orquestra Cidade de Joinville. Participei também como corista da Orquestra de Câmara da Escola de Música Villa Lobos. Atuei na cidade também como integrante da Roda de Samba Amigos do Botequim, durante 10 anos no antigo bar e restaurante Botequim da Frau, no bairro Glória. Também fui instrutor de música e Educador Social na Fundação Padre Luiz Facchini durante 05 anos. Ah, meu instrumento preferido atualmente é o contrabaixo.


Em que ano você iniciou sua carreira como músico profissional?
Profissionalmente atuo como músico desde 2013, foi quando abandonei a área administrativa para me dedicar á música. Foi uma decisão difícil. Me lembro que demorei uns 02 anos para tomar a decisão. Por conta do antigo estigma que “música não dá camisa pra ninguém”. Depois vi que não é bem assim.

Músico Fio José


Que áreas você atua diretamente como músico profissional?
Sou instrutor de música autônomo, dou aulas particulares. Também participo do Centro Cultural IGG, Itapoá, onde ministro aulas de canto e cavaquinho. Além disso sou produtor cultural. Tive a oportunidade de participar com a direção musical das peças Viagem ao Coração do Itinga e Flictz, na Amorabi. Também toco em alguns bares e restaurantes, além de festas particulares ou institucionais. Faço casamentos e cerimoniais.

Como é o desenvolvimento profissional do músico joinvilense quanto às perspectivas e ações no mercado local e nacional?
Joinville, na minha opinião, tem uma força cultural muito grande. Digo isso por conta dos profissionais que atuam na cidade. Podemos citar aqui os grupos como Ajote, Amorabi, o Ímpar, Grupo Libração, entre muitos outros, além dos artistas autônomos. No quesito formação profissional, como faculdades de música, ainda muitos amigos reclamam da falta de uma instituição que propicie a formação acadêmica, como a pedagógica. Eu mesmo, tive que buscar fora. Quanto ás perspectivas, vejo que podemos crescer muito ainda. Temos excelentes músicos na cidade que precisam de mais oportunidades. Têm qualidade musical. E nacionalmente e internacionalmente também temos destaques. Joinville é uma cidade muito nova, em relação às cidades das grandes metrópoles, que ás vezes queremos fazer comparações injustas. Tem a questão histórica da cidade também que precisa ser levada em conta. Desenvolver a música e outras artes em Joinville é um processo que precisa ser muito bem trabalhado ainda, pois além das questões histórica e social, temos a questão política que sempre dá um “jeitinho” de atrapalhar quem quer trabalhar com seriedade. E desenvolver as artes precisa de investimento, assim como as outras áreas. Mas não é o que vimos nos últimos tempos na questão da cultura. O meio artístico também pode ganhar mais força unindo-se, participando das atividades que lhes competem. Trocando ideias, argumentando, buscando melhorias.


Qual, na sua opinião, é o instrumento/técnica vocal mais difícil de tocar/aprender e porquê?
Aquele que você não estudar, praticar. Sabe que esta é uma questão recorrente Luciano? Alguns alunos perguntam: qual é o instrumento mais difícil de tocar? Violão ou cavaquinho? Eu digo: Aquele que você não estudar. Assim como você pode tocar qualquer outro, basta estudar. Porque na música a prática constante conta muito. Atualmente leciono violão popular, cavaquinho e bandolim. Também dou aulas de canto.

Fio José em foto de Jackson Nessler

O que você como Educador Musical considera ser a chave para o sucesso do aprendizado musical?
Como qualquer outra área de aprendizado, a chave para o sucesso é a dedicação. Empenho, buscar o saber, praticar, praticar e praticar. Escutar os mais experientes também é uma boa escola. Se espelhar naqueles que admiramos.


Cite três artistas que você gostaria de dividir o palco.
Paulinho da Viola, Thiago Espírito Santo e Serginho do Trombone.


Quais são os projetos artísticos que você tem atualmente?
Tinha um quentinho, pronto para sair, mas teve que ser adiado por conta da pandemia, o Tributo a Gonzaguinha. Estamos tentando escrever um projeto de choro através de lei de incentivo com o Grupo de Choro Mistura Brasileira, o qual também faço parte.


Como estão suas aulas em tempo de Covid-19?
Estão caminhando com os devidos cuidados. Algumas online e outras presenciais, em razão de serem individuais e os alunos não pertencerem aos grupos de risco. Tive que me adaptar também às aulas nline. Achei legal em certo ponto e pretendo manter quando tudo passar. Mas também quero fazer pelo menos uma aula presencial para aqueles que optarem o modo online, quando possível. Presencial tem seu valor também.


Fio José em Projeto na  Fundação Pe. Luiz Facchini

Para contatar Fio José:
E-mail: [email protected]
Facebook: https://www.facebook.com/fio.jose
Instagram: fiojose7
Fone: 47 98899-8608

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7 Comments

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    Show de entrevista 🥰

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    Obrigado Luciano pela matéria! Muito sucesso pra você e pessoal do Arte na Cuca! Gratidão!!!

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    Excelente matéria. Sucesso ao músico e a Arte na Cuca.

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    Parabéns e sucesso ao Fio, sucesso Arte na Cuca !!!!

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    Parabéns a todos do Arte na Cuca e sucesso Fio,

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    Sensacional
    Obrigado por compartilhar conosco as riquezas de nossa região
    Showww
    Parabéns aos envolvidos

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    Parabéns Fio e Luciano Itaqui.


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