Leia Mulheres discute “Holocausto Brasileiro”, de Daniela Arbex

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Com mediação realizada pela jornalista Marcela Güther, dia 26 de outubro às 15h, acontece o encontro do clube “Leia Mulheres Joinville”, (link) na biblioteca da Faculdade Guilherme Guimbala (ACE).  O livro a ser debatido é a produção literária “Holocausto Brasileiro” (2013), autoria de Daniela Arbex. Com caráter investigativo, denuncia um dos maiores genocídios do Brasil, no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena, conhecido apenas por Colônia, em Minas Gerais. Entre as décadas de 60 e 70, pessoas foram maltratadas e mais de 60 mil foram mortas com o consentimento do Estado, médicos, funcionários e sociedade.  A autora realizou entrevistas com ex-funcionários e sobreviventes para resgatar de maneira detalhada e emocionante as histórias de quem viveu de perto o horror perpetrado pela instituição.

Sobre o Livro

No Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena, conhecido apenas por Colônia, ocorreu uma das maiores barbáries da história do Brasil. O centro recebia diariamente, além de pacientes com diagnóstico de doença mental, homossexuais, prostitutas, epiléticos, mães solo, meninas problemáticas, mulheres engravidadas pelos patrões, moças que haviam perdido a virgindade antes do casamento, mendigos, alcoólatras, melancólicos, tímidos e todo tipo de gente considerada fora dos padrões sociais

Essas pessoas foram maltratadas e mortas com o consentimento do Estado, médicos, funcionários e sociedade. Apesar das denúncias feitas a partir da década de 1960, mais de 60 mil internos morreram e um número incontável de vidas foi marcado de maneira irreversível.

Em “Holocausto Brasileiro” (2013), Daniela Arbex entrevistou ex-funcionários e sobreviventes para resgatar de maneira detalhada e emocionante as histórias de quem viveu de perto o horror perpetrado por uma instituição com um propósito de limpeza social comparável aos regimes mais abomináveis do século XX. Um relato essencial e um marco do jornalismo investigativo no país.

Eleito Melhor Livro-Reportagem do Ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte (2013) e segundo melhor Livro-Reportagem no prêmio Jabuti (2014). Com mais de 300 mil exemplares vendidos no Brasil e em Portugal, a obra ganhou as telas da TV, em 2016, no documentário produzido com exclusividade para a HBO.

Sobre a autora

Daniela tem mais de 20 prêmios nacionais e internacionais no currículo, entre eles três prêmios Esso, o americano Knight International Journalism Award (2010), o prêmio IPYS de Melhor Investigação Jornalística da América Latina (2009) e o Natali Prize, que ela recebeu na Bélgica em 2002. Foi repórter especial do Jornal Tribuna de Minas por 23 anos. Atualmente dedica-se à literatura.

Em 2015, a autora lançou “Cova 312”, vencedor do Prêmio Jabuti na categoria livro-reportagem (2016). A obra aborda a ditadura de uma forma que a história oficial nunca fez. Em 2018, lançou “Todo dia a mesma noite”, livro que narra a história não contada da boate Kiss. Uma das jornalistas mais premiadas de sua geração.

Quando? 26 de outubro. Horário: 15h
Quanto? Entrada gratuita.
Onde? Faculdade Guilherme Guimbala (ACE). R. São José, nº 490, bairro Anita Garibaldi-  Joinville/SC. Ação em parceria com o curso de psicologia

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