“Uma Noite e Seis Semanas”

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Junho é o mês dos namorados e também o mês do orgulho LGBTQIA+ (#loveislove). Pensando nisso, minha proposta este mês é indicar livros em que a temática (romance) seja senão o fio condutor das narrativas, ou pelo menos parte importante delas.

Para inaugurar, apresento aos leitores“Uma Noite e Seis Semanas”, livro de estreia do joinvilense Tiago Morini., lançado em 2014 pela All Print Editora. O autor, que é bacharel em Direito, não exerce a profissão, tendo sido livreiro por muito tempo na cidade, e por muito tempo também, manteve o blog “Um Livro Qualquer”, onde escrevia ensaios e resenhas de seus autores favoritos. Refiro-me ao blog no passado porque não o localizei mais e como Tiago não reside mais em Joinville, atualmente, não consegui saber se ele continua co o projeto ou não.
A obra de 240 páginas, classificado como ficção brasileira, narra a história de duas adolescentes, Leila e Mariane, que se conheceram na escola, em um momento bastante delicado da vida de Leila, cuja mãe estava em tratamento contra leucemia. Tornaram-se amigas e não tardou para que as meninas descobrissem a paixão que nutriam uma pela outra.
As duas reconhecem que se amam de verdade, mas sabem de antemão que terão de enfrentar muitas dificuldades e preconceitos para garantir o direito de viver esse amor. Há conflitos familiares, religiosos e ideológicos a atrapalhar a relação de ambas. No meio da trama, ocorre uma situação que separa Leila e Mariane e elas seguem caminhos diferentes, isso inclui novas experiências afetivas, pelo menos para uma delas.

Capa do livro

A trama se desenrola com histórias paralelas e acaba convergendo para um ponto em comum. Por que vale a pena ler?

Primeiro porque trata-se da publicação independente de um escritor que é também um ávido leitor, o que tem tudo para tornar a escrita interessante. Depois, pela temática sensível e tão necessária: o amor, independente da forma como ele se manifeste.
Apesar da obra ser considerada literatura lésbica, não possui cenas de forte apelo erótico, podendo ser lida também por jovens leitores, embora não se trate de literatura infantojuvenil.

Recomendo para curiosos e sensíveis leitores.

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