1º Pré-Conferência de Cultura (2019) e a Joinville que queremos para 2022

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No sábado (27), estive presente na 1º Pré-Conferência Intersetorial  de Política Cultural de Joinville. Assembléia que ocorreu no auditório da Casa da Cultura Fausto Rocha Júnior, com objetivo de discutir a pauta da conferência e nomear novos conselheiros e seus suplentes para os setoriais de: cultura popular, formação em cultura, museus, patrimônio material e patrimônio imaterial.  

Na manhã da primeira Pré-Conferência, apesar de poucas, estavam presente pessoas realmente engajadas e comprometidas com a cultura, que contribuíram com ideias, falas e questionamentos e  mesmo numa manhã fria e chuvosa, não se abstiveram de seu direito político e democrático de participar.  Além da pauta, alguns dos pontos discutidos dizem respeito à cultura como produto autossustentável e de valor comercial, ampliando as reflexões e possível reconfiguração de muitos projetos que atualmente contam com o Simdec (Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura), para manutenção de suas atividades.

A fala dos colegas não isenta a gestão municipal de cumprir com o compromisso de repassar os valores destinados aos projetos culturais, mas contempla um olhar que se adequa aos novos tempos que vivemos.  Na ocasião, também foram escolhidos alguns dos representantes  da sociedade civil, que assumirão em 2020 como conselheiros e suplentes dos seguintes setoriais:

CULTURAS POPULARES E ARTESANATO
Elaine Pereira Gonçalves (titular) e Regina Celia dos Santos (suplente).

FORMAÇÃO EM CULTURA
José Mauro Santos da Silva (titular)  e Celiane Neitsch (suplente).

MUSEUS E ESPAÇOS DE MEMÓRIA
Heidi Bublitz Schubert (titular) e suplência em aberto.

PATRIMÔNIO MATERIAL
Candidatos: em aberto.

PATRIMÔNIO IMATERIAL
Lucas Pereira de Souza (titular) e suplência em aberto.

Convidada a escrever sob minha ótica  de iniciante – mas atuante – a respeito do primeiro dia de conversas e organização social que precede a 7º Conferência Municipal de Cultura, prevista para os dias 30 e 31 de agosto de 2019, desejo iniciar minha fala com o seguinte parágrafo, extraído do Plano Municipal de Cultura (COELHO, 2010 p. 7)

“O futuro desse plano? Dependerá certamente não apenas da disposição e do comprometimento dos gestores com relação ao conjunto de metas a ele agregado, mas dos próprios joinvilenses que são a razão de sua existência”.

Agora, convido os leitores, artista, produtores culturais, professores, pesquisadores, agentes de cultura e sociedade civil joinvilense, a refletir sobre tais palavras. Um dos motivos pelos quais solicito uma reflexão é saber que certamente não existem apenas por volta de 18 pessoas que produzem e consome arte na cidade. Se estamos cansados, desmotivados e atarefados, penso que essa é uma reclamação geral da classe, mas que é preciso força e continuar insistindo na palavra que já faz parte do vocabulário dos trabalhadores da cultura: resistência, para o hoje e para o que há por vir.  É como diz a música “sempre em frente…”

Seguir em frente e encontrar alternativas de movimentar e contribuir com o setor cultural. São atitudes em educação, formação de público, entrevista com artistas, pesquisas em referências de livros e catálogos sobre a história das artes e cultura joinvilense, que percebo e expresso um sentimento: Meu descontentamento e certa frustração por não ter vivido as épocas promissoras dos livros e depoimentos, que nos anos 70, 80 e meados dos anos 90, foram de militância e engajamento político, fato que mais tarde, os anos 2000, resultou em discussões e a criação da lei  6.705 de 11 de junho de 2010.

De sua implantação em 2010 até 2019, muito e ao mesmo tempo pouco se fez. Por isso, é que precisamos rever e discutir sobre o PMPC e todo o processo e metas que ainda não foram alcançadas. Mas somente com a participação da classe artística e comunidade joinvilense, podemos mais uma vez ,criar, rever, apontar, modificar e questionar, propondo mudanças e melhorias.

Para mim esse é o papel das Pré-Conferências: nos organizarmos para esse momento tão importante, em tempos que a arte e a cultura em geral perdem cada vez mais espaço e a profissão é vista com maus olhos. Em tempos em que trabalhar com educação, cultura e arte são sinônimo de informalidade, marginalidade, descompromisso e utopia.

Sejamos então uma classe unida, que trabalha por objetivos e o bem comum, organizando frentes para mais uma vez provar que arte é profissão e que é por meio dela que ganhamos a vida.

Referência:
JOINVILE. Plano Municipal de Cultura. 2010. Disponível em: <https://www.joinville.sc.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/Plano-Municipal-de-Cultura-de-Joinville.pdf>. Acesso em: 28 jul. 2019.

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