“Infinitos”

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Escrito por Leo Cunha e ilustrado por Alexandre Rampazo, “Infinitos” praticamente “pulou” da estante da livraria, em um dos meus passeios- garimpos. Sempre acreditei na importância de passear pelas livrarias (ou pelos sites de livros, o que realmente é mais seguro em tempos de pandemia) e deixar-se invadir pelas capas, títulos, escritores/ilustradores, editoras e temáticas. Isso tudo faz parte de escolher boas histórias, mesmo fora daquelas mais conhecidas e indicadas.

“Infinitos” conta a bonita e afetuosa relação de Mariana com sua avó por quem ela sente um grande amor. Pela avó e por tudo que vem dela. Daí ela ter se encantado por aquele desenho estranho tatuado no pescoço da avó. Ao descobrir que se tratava do símbolo do infinito, uma dúvida surgiu à mente da curiosa Mariana: o que é infinito e o que pode ser maior que ele? Mais que esse questionamento, bastante comum entre as crianças, Mariana passou a “caçar infinitos” de todos os tipos, tamanhos e materiais. Quando podia, guardava, quando não era possível, fotografava para mostrar para a avó e de tanto caçar infinitos, Mariana toma uma importante decisão.

A obra é de uma delicadeza e sensibilidade ímpares. Emocionante, mesmo. E mais, tem cheiro de livro novo, pois foi lançada pela Editora Melhoramentos, em Março de 2021. A obra conta com 36 emocionantes páginas e, confesso, por razões bem pessoais, ela hoje faz mais sentido que no momento em que ela me encontrou, afinal, foi praticamente assim que a coisa se deu: a obra me escolheu.

Na orelha do livro já nos oferece um aperitivo: “A imaginação é parente do infinito”, Charles – Pierre Baudelaire, poeta francês (1821-1867).
Pensando em qual obra indicar para leitores já fluentes na arte das letras, li duas ou três obras para um querido amigo que disse: é difícil, todas são lindas e fazem sentido pra mim, mas “Infinitos” me pegou mais, nesse momento.

Então, a escolha dessa indicação é mais que especial porque não foi apenas minha, foi também de um afeto a quem respeito e tenho profunda admiração.

Por que ler?
Porque a obra conta com o sensível texto de Leo Cunha e a delicada e belíssima ilustração de Alexandre Rampazo.
Porque se trata de literatura infantojuvenil brasileira da melhor qualidade. Porque o livro trata da bonita e afetuosa relação entre avó e neta.
Porque estão presentes ali infinitas memórias tão comuns a todos nós.

Desse modo, esperamos (sim, eu e ele) que esse livro também desperte o seu interesse e que também cause arrepios e olhos marejados, porque é também para isso que serve a boa literatura!

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