Artista Sabrina Vianna lança e-books para crianças sobre representatividade, negritude e afetos

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Um livro para ser lido em voz alta e outro para ser impresso para colorir, indicado para crianças a partir de seis anos de idade. Este é o projeto da autora e atriz Sabrina Vianna, algo que ela gostaria de ter lido quando criança, por apenas um motivo: Representatividade! O e-book: A(Cor)Da Sá, disponível gratuitamente no site da autora, traz três histórias: A Cor da Sá, O que é moda? e Coisa de menina. As histórias conversam com as crianças de todas as idades, mas também com aqueles que já foram crianças e que algum dia sofreram racismo, preconceito e homofobia.

Hoje em dia, é sabido que incontáveis mulheres, incluindo meninas muito novas, sofrem tentando se encaixar em padrões inalcançáveis de beleza, de problemas que podem incluir desde questões de insegurança e baixa autoestima até distúrbios mais sérios. Para as garotas negras, o peso pode ser ainda maior pela falta de representatividade na mídia e pelo excesso de referências de pele clara e cabelos lisos. Nesse sentido, “A(Cor)Da Sá” é um material que valoriza a beleza negra e cultura afro. A autora apresenta também caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais, assumir a responsabilidade pela transformação da sociedade e nas atitudes cotidianas. E mais ainda: é uma luta de todas e todos.

A(Cor)da Sá é um projeto Cultural aprovado no edital número 011/2020, de credenciamento de prêmios e projetos artísticos e culturais, da Fundação Cultural Itajaí recursos oriundos da lei número 14.017 de 29 de junho de 2020- Lei de emergência Cultural Aldir Blanc.

Pensando em contribuir com o projeto e com seus leitores, o Arte na Cuca traz algumas questões que ajudam refletir e compreender a importância do trabalho de Sabrina Vianna no combate ao racimos e preconceitos, principalmente nos ambientes de educação e formação do ser humano.

Arte na Cuca: Existe a necessidade de abordar questões como racismo, preconceito e gênero, tanto na escola quanto em casa, para que possamos contribuir com uma educação mais humana e com respeito às diversidades. Como podemos sensibilizar pais e professores para que este livro consiga chegar ao seu destino, que são as crianças?

Sabrina: Os dois E-books podem ser baixados em formato PDF e compartilhados através do WhatsApp e e-mails, para avós, mães tias e professoras. Enquanto escritora, me coloco a disposição para conversar com as crianças, para causar pequenas provocações como por exemplo a pergunta: “Quem ajuda em casa?”, onde trago a reflexão que ninguém ajuda e sim convive no mesmo ambiente e tem o dever de fazer as tarefas e não só a família que mora com ela. Estou aberta a convites (já tenho feito algumas reuniões online com famílias e escolas) para dessa forma propagar essa mensagem do livro.

Arte na Cuca: No livro, você aborda a questão do preconceito quanto ao cabelo afro, e como as tranças são um ato de resistência da cultura afro-brasileira. Você acredita que a mulher negra sofre mais preconceito quando o assunto diz respeito a um “ideal” de beleza?

Sabrina: Gostaria que minha resposta fosse um “achismo”, entretanto já existem livros, artigos, de várias mulheres pretas como Djamila Ribeiro, Chimamanda Ngozi Adichie, nossa saudosa Marielle Franco, canais no YouTube como o da Natali Neri, que aborda essas questões dentre outros…. Trazer um tipo de literatura infantil que reflete o cotidiano com vivência que crianças pretas passam desde cedo e com embasamento histórico é fornecer conhecimento para que se defendam dos adultos preconceituosos.

Arte na Cuca: A personagem Sá, ganha de presente um caderno com capa de unicórnio e logo é motivo de piada de alguns colegas da classe. Falar sobre “coisa de menino” e “coisa de menina”, ainda é um tabu na sociedade e principalmente nas escolas particulares. Na sua opinião, de que forma os professores podem fazer uso deste livro como recurso pedagógico e propor reflexões sobre esta questão?

Sabrina: Na história a Sá defende seu amigo Gustavinho de outros meninos, que dizem que gostar de unicórnio é coisa de garota, esse livro é para normalizar dentro dos ambientes que brinquedos não tem gênero, cores não tem gênero e porque eu digo isso? Leia esse paragrafo de uma revista Americana de 1918:“A regra geralmente aceita é que rosa é para os meninos, e azul para as meninas. O motivo é que o rosa, sendo uma cor mais decidida e forte, é mais apropriado para meninos. Enquanto o azul, que é mais delicado e gracioso, é mais bonito para a menina.”

Eu sempre fui uma pessoa muito curiosa e questionadora, e procuro sempre as referências históricas, e essa história os professores e as professoras podem sugerir uma pesquisa em que os filhos e filhas vão pedir ajuda aos seus familiares de onde surgiu essa história de que cada um possui uma cor especifica. Esse livro foi pensado pra os “porquês” das crianças e também cativar os adultos que vão auxiliar nesse processo de leitura.

Ficha Técnica do Livro
Autora : Sabrina Vianna
Ilustração: Paloma Barbosa
Diagramação: Mayara Mattar
Coordenação de Diagramação:  Felipe Gallarza
Equipe de marketing: Violeta Alvez e Bruno Kriger
Editora: @coletivointrepidos
Produção Executiva: Violeta Alvez
Assessoria de imprensa Prosa Cultural

Quando? Já disponível.
Quanto? Gratuito.
Onde? Os e-books estão disponíveis no site da autora. Para acessar clique AQUI

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