Projeto AÇÕES DE EMERGÊNCIA, discute cultura, patrimônio e preservação em Joinville

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Performance, intervenção urbana, arte social ou relacional, dança, música e teatro, serão as propostas artísticas em destaque em AÇÕES DE EMERGÊNCIA, lançado pelos curadores Alena Marmo e Jefferson Kielwagen.

O projeto pretende discutir e promover a educação dos sentidos, do patrimônio, da preservação e o papel da arte em tempos de crise. Terá sua apresentação junto ao Monumento ao Imigrante (1951), obra do artista Fritz Alt, que faz parte da paisagem urbana da Praça da Bandeira, em Joiville/SC e leva em conta como critério de seleção, práticas que não danifiquem o monumento e que sejam responsáveis em tempos de pandemia e distanciamento social.

Escolhemos o Monumento aos Imigrantes por ter sofrido depredações, e seu restauro ser uma promessa antiga e não cumprida, desta e de gestões anteriores da cidade. Aproveitamos a oportunidade de se tratar de um ano eleitoral e chamar a atenção dos candidatos para o comprometimento com a cultura.” Alena Marmo.

Para os artistas e coletivos interessados, não há limite de envio de propostas, que devem ser enviadas até 15 de agosto de 2020. Os curadores selecionarão ao todo de 3 a 5 propostas para compor o programa da exposição, cada ação selecionada receberá uma ajuda de custo de até R$500. Ainda não há datas definidas para as apresentações, mas as que forem selecionadas estão previstas para serem executadas entre Setembro e Novembro de 2020.

Sobre o Monumento ao Imigrante

O Monumento ao Imigrante foi inaugurado em março de 1951 como parte das comemorações do Centenário de Joinville, e é um dos trabalhos mais conhecidos do escultor Fritz Alt. Está instalado na Praça da Bandeira, no centro da cidade, próximo à prefeitura e ao terminal rodoviário central.

Recentemente esse monumento foi vandalizado duas vezes. Em 2017 a espingarda de uma das estátuas foi serrada e em 2019 desapareceu o braço da mesma estátua. A prefeitura prometeu restaurações, que não aconteceram. As instituições artísticas e culturais da cidade estão em silêncio. Porque? Se como sugeriu Barthes a cidade é um texto e se, seguindo Moser e Moraes, esse texto pode ser lido nas entrelinhas, o que significa essa estátua sem braço, em exibição permanente no centro da cidade?

Como participar?

Para participar, envie suas propostas para

chamadadeemergenciajoinville@gmail.com

Confira a chamada para as ações: https://sites.google.com/view/acoesdeemergencia/primeira-chamada?authuser=2

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1 Comment

  1. Avatar

    Muito bacana a iniciativa de vocês, parabéns é muito bom saber o que esta acontecendo em favor da arte em joinville, só deixo um questionamento, como disse Bathes, mencionado pela profe. Alena, “que a cidade é um livro”, então sua história tem que ser contada desde o início,cadê os ou o monumento e homenagem aos povos sambaquianos e indigenas?


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